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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Horas


Acordei assustada! Perdi a hora, pulei da cama!
Você não me acordou, simplesmente saiu de mansinho!
Deixando saudades.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Palestra no Círculo das Idéias - 2011


Cheguei de mansinho, me acomodei confortavelmente e fiquei prestando atenção nas palavras ditas, a barulheira incomodava o ambiente, o som do microfone estava baixo ou o som externo estava acima do permitido.
Tema: Poesia
Observei o palestrante, seus gestos, seu rosto, de vez em quando ele puxava a camisa, como se ela incomodasse a pele, as pessoas entravam e saiam do círculo das idéias, um vai e vem de corpos, senti que alguns presentes prestavam atenção no assunto, outros não entendiam nada!
O palestrante defendia a ideia que a Poesia não está a serviço de ninguém e que a poesia liberta. Pensei, pensei...dito dessa forma não sou uma escritora, sou apenas uma pessoa que só escrevo algo quando toca minha alma, sem isso, fico sem palavras. Pensei...pensei mais sobre o que ouvi e descobri que me inspiro na respiração do outro, nos movimentos dos outros, como um jogo de xadrez, escrevo,registro algo que me atraiu e me desperta a descrever que sinto. Como somos corpo em movimento, energia constante, ouvi do palestrante a palavra viceral (Profundo, intenso, figadal)me senti remando contra a maré. No final da apresentação, abracei o palestrante e sai de mansinho. Passadas apressadas...sem olhar para trás, segui com minha alma, consciente que todo estímulo que recebo, provocam reações que não brigam com o papel em branco, escrevo com o meus sentimentos particulares, isso é fato! Preciso exercitar a não inspiração para me inspirar, será que vou conseguir um dia? Escrever sem minha alma? Sem que meus sentimentos interfiram na minha inspiração? Fica a lembrança do momento que nunca mais será repetido, único momento!! Só as imagens gravadas e as fotos registraram o acontecimento. Pessoas que nunca mais vão se encontrar, sons que não serão mais ouvidos, fica a lembrança do fato que faço questão de registrar aqui!! Inspirada no que vi.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Gaivota


A gaivota voa livremente,
sol a sol,
busca o colorido azul celestial.
Suas asas não cansam de bater,
desliza sobre as águas,
mergulha e come.
Sem tempo,
sem relógio,
sem anos
Sem tormentos,
apenas solidão como companheira.
Sempre.
Voa para viver,
vive para voar,
nasceu assim,
louca, desvairada, tresloucada,
emocionalmente apaixonante.

Foto do site:http://gaivotapoesia.blogs.sapo.pt/183219.html
O pensamento é como uma gaivota... livre de voar!

sábado, 16 de abril de 2011

Escolho meus Amigos pela Pupila




Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde