domingo, 3 de julho de 2011


Deixei a febre subir...não passa!! Não passa!!

Abri a porta de meu armário de lembranças.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mistral - Luis Serguilha


Os degraus circundantes dos rochedos-pianistas recompõem as encruzilhadas das câmaras meteorológicas e os guardiões dos pianos-fortes, a exposição dos perfumes-da-vertigem narra e afronta a termodinâmica dos nomes albergados nos calendários tectónicos (dizem ser os sulcos libidinais do sol-vulcânico): a irreversibilidade das arenas-do-delírio despoja os predadores-seminais entre as pegadas das vertentes maternais, a silabaria elementar das estacas voadoras pigmenta os oráculos dos estômagos estelares, rusticidade-dos-eixos-imaginários sob os dançarinos das árvores-libertas-de-gêlo: as desventuras dos olhares-dos-glaciares são dentes fulgurantes da terra-divina-verbal-terra a trabalharem a incandescência milenar dos alvos-das-escoriações-das-correntes-do-vento entre os joelhos crepusculares das técnicas de caça e os mercadores-policromos das amoreiras: a perspectiva-dos-fragmentos de Godard e as abreviaturas-das-armações-dos-nómadas de Kusturica atingem a blusa iridescente do coração-da-tempestade, as bússolas desidratadas esgrimem um alpendre invisível na mensurabilidade da superfície que descruza as corolas-das-primeiras-aprendizagens como um nó desfocado da ave a lavrar as estratégias anfíbias da dor do DEVIR: colo extraído das mulheres-das-janelas prematuramente amordaçadas pela velocidade das porcelanas da luz:..... continue a leitura no link - http://www.luis-serguilha.org/textos.htm

LUIS SERGUILHA nasceu em Vila Nova de Famalicão, Portugal. Distinguiu-se em várias áreas, tendo atuado como coordenador de uma academia de motricidade-humana, colaborador em pesquisa arqueológica da época castreja, dinamizador de bibliotecas de jardim. Poeta e ensaísta, suas obras são: O périplo do cacho (1998), O outro (1999), Lorosa´e Boca de sândalo (2001), O externo tatuado da visão (2002), O murmúrio livre do pássaro (2003), Embarcações (2004), A singradura do capinador (2005), Hangares do vendaval (2007), As processionárias (2008), Roberto Piva e Francisco dos Santos: na sacralidade do deserto, na autofagia idiomática-pictórica, no êxtase místico e na violenta condição humana (2008), KORSO (2010), KOA'E(2011) estes quatro últimos em edições brasileiras. Seu livro de prosa - Entre nós - é de 2000, ano em que recebeu o Prêmio de Literatura Poeta Júlio Brandão. Possui textos publicados em diversas revistas de literatura no Brasil, na Espanha e em Portugal. Alguns dos seus textos foram traduzidos para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e catalão.Participou em vários encontros internacionais de Arte e Literatura.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santo Antonio


Noite de lua cheia! céu estrelado!
Noite de Santo Antonio,


Deixo aqui minha homenagem aos Namorados

Hoje é o dia de Santo Antônio, um dos mais populares em todo o mundo e que ganhou fama ainda maior no Brasil ao atender aos apelos de quem pretende encontrar a cara-metade. Mas engana-se quem pensa que ele é invocado apenas por aqueles que pretendem buscar a sorte no amor.
Antônio atende prontamente os pedidos relacionados à prosperidade e riqueza, recupera objetos perdidos e concede proteção aos seus devotos. "É santo guerreiro, senhor da magia, da força e da coragem", atesta o esotérico Daniel Atalla, proprietário da Escola Esotérica Luz da Lua e um dos maiores especialistas no assunto.
Segundo Atalla, este ano, especificamente, a fama de "santo casamenteiro" estará em alta. "Isto porque se completam 780 anos de sua morte (ocorrida em 1231) e este é um número muito positivo, ligado às questões do coração", explica o esotérico. "De acordo com a numerologia, se somarmos 7 + 8 + 0, teremos um 15, e o 15 é justamente o número da paixão. E se formos além, a soma de 1 + 5 resulta em 6, o número da família, que traz a vibração do amor", complementa.
Como a fama de casamenteiro está, muitas vezes, aliada a práticas de "flagelos" à imagem de Santo Antônio, Atalla está encampando, pelo segundo ano consecutivo, o lema: "Não maltrate Santo Antônio". "Existem inúmeros meios e rituais para realizar pedidos a Santo Antônio e, infelizmente, a grande maioria consiste em 'judiar' do santo". Ele ensina que é muito mais proveitoso agir de maneira a agradá-lo: "Se o Santo estiver feliz com a homenagem que a pessoa fez, certamente os pedidos serão atendidos com muito mais facilidade."
Doutor
Uma outra faceta não tão conhecida de Santo Antônio está relacionada à área de ensino. De acordo com Atalla, uma grande ocupação que Antônio teve em vida - e um de seus maiores dons - foi lecionar, atividade que iniciou por indicação pessoal de São Francisco de Assis. "Esse dom de ensinar rendeu-lhe o título de Doutor da Igreja, honra rara concedida apenas àqueles que contribuíram notoriamente com a doutrina Cristã", conta.
Se Santo Antônio é também poderoso no campo do ensino, neste ano, sua força estará ainda maior, destaca o esotérico. "O ano de 2011 é regido por Mercúrio, o planeta de maior velocidade do Sistema Solar, e esta característica está diretamente ligada ao pensamento e aos estudos, que serão amplamente favorecidos", diz. "E por estarmos numa época que antecede inúmeros vestibulares e concursos em todo o País, contar com a força de Santo Antônio nesta seara pode ser também uma excelente pedida."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Gaivota


A gaivota voa livremente,
sol a sol,
busca o colorido azul celestial.
Suas asas não cansam de bater,
desliza sobre as águas,
mergulha e come.
Sem tempo,
sem relógio,
sem anos
Sem tormentos,
apenas solidão como companheira.
Sempre.
Voa para viver,
vive para voar,
nasceu assim,
louca, desvairada, tresloucada,
emocionalmente apaixonante.

Foto do site:http://gaivotapoesia.blogs.sapo.pt/183219.html
O pensamento é como uma gaivota... livre de voar!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Coragem


A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada. Osho
- Osho -

Ser Poeta - Trovante (Florbela Espanca)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Olhar


“Estávamos sentados juntos e, de repente, vi um brilho em seus
olhos, que nunca havia percebido antes. Meus lábios se
aproximaram dela e nos beijamos. Impossível descrever
exatamente o que senti naquele momento, mas parecia
que a minha vida inteira estava resumida naquele
maravilhoso momento de prazer."
Oscar Wilde

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osho


"Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá.
Veja só o respeito que a vida tem por você.
Você é uma obra de arte — impossível de repetir,
incomparável, absolutamente única."

Osho

sábado, 16 de abril de 2011

Escolho meus Amigos pela Pupila




Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

terça-feira, 12 de abril de 2011

Motivo- Cantado por Fagner

Motivo- Cecília Meireles




Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A espera


A cadeira se apresenta,
se mostra macia.
Tenho duas opções:
sentar ou ficar de pé!!
confortável cadeira que me chama.
olho bem para a cadeira
que tenta me encantar.
Mas decidi que,
sentada ou em pé
ficarei a sua espera.